• Facebook
  • (34) 99886 0078
  • Youtube
História

Carmo do Paranaíba Minas Gerais - MG

Histórico

Histórico O município de Carmo do Paranaíba, a exemplo de muitos outros de Minas e do Brasil, nasceu sob os influxos da afamada Picada de Goiás. No desbravamento das matas, na procura do ouro e, muitas vezes, do índio, para escraviza-lo, os paulistas iam criando núcleos de povoamento no roteiro de suas aventuras.

 

Os primitivos habitantes dessas terras foram os índios da tribo dos Araxás, muito embora não haja vestígio de seus aldeamentos por essa paragens.

 

Vieram os bandeirantes, também de passagem, porque não longe estava o diamante do Abaeté e, mais adiante um pouco, a garimpagem de Paracatu.Os terrenos não eram ricos em garimpos de diamantes ou de ouro, no entanto, o latifúndio, pela fertilidade das terras, deu origem à fundação do município, o qual se situa na afamada Mata da Corda e na bacia do rio Paranaíba.

 

Diz a história que os primeiros habitantes, cujos nomes surgiram com destaque na região, foram Francisco Antônio de Morais e Elias de Deus Vieira, os quais, estabelecendo-se na região, agruparam-se economicamente e fundaram o arraial, que mais tarde seria a cidade de Carmo do Paranaíba. Com o tempo, ramificaram-se as famílias, aumentando a população, criaram-se povoados, o núcleo primitivo expandiu-se consideravelmente, dando origem ao atual município.

 

Francisco e Elias, quando se transferiram para essa região, trouxeram alguns escravos em sua companhia, os quais iniciaram a vida agropecuária do município. A cidade nasceu em torno de uma humilde capela, construída pelos companheiros e amigos Francisco Antônio de Morais e Elias de Deus Vieira. Ainda existe, ao lado da matriz, o primitivo Cruzeiro que deu origem ao lugar, e no qual se lia, ainda recentemente: “25 de dezembro de 1835”.

 

Sobre a construção da primitiva capela, em cujo local ergue-se hoje a matriz de Nossa Senhora do Carmo, o livro “História de Carmo do Paranaíba”, de autoria do escritor Silveira neto, diz o seguinte: “Francisco Antônio de Morais tinha inimigos em São Francisco, certamente por motivo de posse de terras, como era e ainda é comum no interior do país. Uma noite, estando recolhido com a família, Francisco foi vítima de tremenda assuada por parte dos seresteiros. Vaias. Apupos. Palavrões. Francisco achou prudente evitar a briga. Mas deixou imediatamente Campo Grande. Regressou ao Arraial Novo, com uma idéia fixa na cabeça. Francisco Antônio de Morais, homem de brio, resolveu tomar atitude . Conversou com Elias de Deus Vieira. A idéia foi aceita. Era preciso construir uma capela. Por que continuar dependendo de Campo Grande, se já tinham recursos para viver por conta própria? A Capela tornou-se assunto obrigatório de todas as rodas, nas fazendas, nas casas dos colonos.

 

O trabalho foi iniciado. Madeira não faltava. Nem barro. Nem capim. O importante era o esforço dos moradores do Arraial Novo. E esse não faltou. Porque, das tradições lusitanas, traziam a fé tradicional em Nossa Senhora do Carmo, que marcou a formação de muitas localidades mineiras. Primeiro os alicerces. Pedras , barro socado. Depois, os esteiros. Vieram dali de perto mesmo, das matas vizinhas. Não era preciso luxo. Urgia apenas erguer o templo, ter um lugar para prece, para a reunião do povo. Por isso, a capela era humilde, com a nave de capim e o teto de telha. Durou apenas dois anos a construção. 25 de dezembro de 1835. O povo engalanou-se para celebrar o acontecimento, a benção da capela do Carmo.

Gentílico: carmense

 

 Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de São Francisco das Chagas do Campo Grande, pela lei provincial nº 1713, de 05-10-1870, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Araxá.

Elevado á categoria de vila com a denominação de São Francisco das Chagas do Campo Grande, pela lei provincial nº 347, de 20-09-1848, desmembrada do município de Araxá. Sede na antiga na freguesia de São Francisco das Chagas do Campo Grande.

Pelas provinciais nºs 472, de 31-05-1850 e 1639, de 13-09-1870, a vila foi extinta. Elevado novamente a categoria de vila coma denominação de São Francisco das Chagas do Campo Grande, pelas leis provinciais nºs 999, de 30-06-1859 e 2032, de 01-12-1873.

Pela lei provincial nº 2306, de 11-07-1876, transfere a sede da vila de São Francisco das Chagas do Campo Grande para o Arraial novo do Carmo.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Carmo do Paranaíba, pela lei provincial nº 3464, de 04-10-1887.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936, 31-XII-1937. Pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17-12-1938, o município de Carmo do Paranaíba adquiriu o distrito de Quintinos, no município de Patos.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Carmo do Paranaíba e Quintinos.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

 

Alteração toponímica municipal

São Francisco das Chagas do Campo Grande para Carmo do Paranaíba, alterado pela lei provincial nº 3464, de 04-10-1887.

 

 

 Fonte: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros - Volume XXIV ANO 1958.

Colunistas
Gabriel Martinez
Luiz Fernando Soares
Jefferson Domingues de Oliveira
Cotações
Obituário
José Eustaquio Boaventura - Zé Boaventura
17/11/2017
Alvim Terêncio da Silva
15/11/2017
Jaci de Deus Vieira
06/11/2017
Laudulina Angelica de Jesus
25/10/2017
João Clemente Neto - Culete
24/10/2017
Newsletter
Cadastre-se e receba nossas atualizações.