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07/10/2016 - 18:00
Rótulos


Rótulos: o mal estar contemporâneo

Frases como estas certamente já ouvimos ou falamos para alguém: “Que criança inquieta! Com toda essa agitação, ela só pode ser hiperativa!”, “Você está triste, pode ser depressão!”. São inúmeros diagnósticos que realizados de forma antecipada de situações que podem não estar relacionadas a um problema.

A sociedade pós-moderna demonstra uma grande necessidade de atribuir rótulos, doenças ou diagnósticos, do que possivelmente pode fazer parte apenas do desenvolvimento saudável e também sintoma de uma geração que está cada vez mais “ligada e agitada”, em resposta ao ritmo contemporâneo dos pais, escola, no acesso às informações, no uso de tecnologia.

O que antes era realizada uma tarefa para cada momento, hoje são diversas atividade realizadas ao mesmo tempo. Por exemplo, uma criança assistia a um desenho, após iria brincar, percebe-se que atualmente fazem muitas atividades simultaneamente. Para realizar um diagnóstico precisa ser feito com técnica e profissionalismo, observando diversos pontos do comportamento e não de um único comportamento isolado, pois existe todo o contexto daquela pessoa, sua vivência, seus afetos, suas relações familiares, como é sua relação com o mundo a sua volta.

Nenhum diagnóstico pode ser precoce e nem baseado em uma desconfiança ou em um “achismo”. Todo ser humano passa por diversas situações na vida: a perda de emprego, fim de um namoro, briga no trabalho ou na escola, a perda de alguém que se gosta muito, e isto nos leva a apresentar comportamentos cheios de excessos, que podem causar estranheza. O que não implica em uma doença ou estar desenvolvendo.

Por exemplo, a duração de um luto é de um ano e ele passa por diversos estágios como a negação, a raiva, depressão, barganha e aceitação. Outro exemplo é a diferença extrema existente entre a depressão e a tristeza. Isto nos leva a pensar que reações do comportamento humano pode ser apenas o reflexo de um momento da vida. Entretanto, caso alguém próximo seja diagnosticado (a), com algum tipo de questão física, mental ou emocional, o primordial é não dar e/ou atribuir qualquer tipo de rótulo, pois quando isso ocorre, será atribuído ao indivíduo uma significação menor ou maior por conta das limitações de cada quadro, não levando em consideração a resposta que sujeito dá diante de cada situação da vida.

Torna-se preciso então, deixar que o diagnóstico seja feito por profissionais preparados e com habilidades técnicas, e que situações comuns do dia a dia, não ganhem uma antecipação de problemas que não existem ou dimensão maior do que realmente é de fato, pois não podem ser causadores de barreiras, não permitindo a percepção de inúmeras possibilidades que pode haver.

 

Jefferson Oliveira                                                                                                        Psicólogo                                                                                                                   CRP: 04/43954                                                                                                            E-mail: psicologojefferson@hotmail.com                                                                     Contato: (34)99147-1755

 






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