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O nome cooperativismo remete ao princípio de ajuda mútua, reciprocidade visando a um bem ou objetivo. As instituições que utilizam a reciprocidade e a equivalência entre seus associados nas decisões internas são denominadas cooperativas. Iniciadas na Inglaterra no séc. XIX espalharam-se pelo mundo e ganharam força sobretudo na Europa e nos EUA.
Um forte exemplo de cooperativa é o melhor clube de futebol da atualidade, o Barcelona FC; os próprios torcedores participam das ações do clube. Há outros exemplos, como as associações de trabalhadores rurais, de artesãos e comerciantes. Mas o modelo que mais cresce no Brasil (com 2 milhões se associados) e já se consolidou no Mundo Desenvolvido é o Cooperativismo de Crédito.
Em Carmo, a agência que trabalha com esse segmento existe desde 1993. Segundo o atual diretor-presidente, Darci dos Reis Carneiro, as Cooperativas Crediárias realizam funções bancárias, mas possuem princípios diferentes das instituições desse gênero. Enquanto os bancos convencionais possuem hierarquia de participação nas decisões internas de acordo com as cotas de ativos, as Cooperativas oferecem condições de voto igualitárias, não importa o valor da ação do associado.
Ainda segundo Darci, não há fins lucrativos nessas instituições. O resultante líquido anual é aplicado nos próprios usuários e no meio em que vivem. O destino desse capital é decidido na Assembleia Geral, na qual todos têm a mesma porcentagem de voto.
2012 foi declarado pela ONU “Ano das Cooperativas”. A Organização pretende, dessa forma, difundir o cooperativismo em regiões pouco conhecedoras do sistema, como alguns países latino-americanos, da África e do Sul da Ásia, a fim de diminuir índices de carência e iniciar um melhor desenvolvimento para esses lugares.



