• Facebook
  • (34) 99886 0078
  • Youtube
14/02/2017 -
Cultura: Conheça a história do Município de Carmo do Paranaíba

A origem de Carmo do Paranaíba, cidade do oeste mineiro, está liga ao ciclo de ouro, de forma indireta, uma vez que os bandeirantes por aqui passavam atraídos pelos garimpos de ouro e diamante de Abaeté e Paracatu.

Muitos outros municípios de Minas e do Brasil tem história semelhante. O desbravamento das matas, a procura por ouro e pedras preciosas, a caça ao índio para ser escravizado foram fatores que culminaram no surgimento de povoados que, em muitos casos, evoluíram e se tornaram cidades.

Deve-se ressaltar, ainda, a aproximação dos poderes espiritual e político como algo preponderante no surgimento de Carmo do Paranaíba.

No começo do século XIX, a febre do ouro tinha passado. Pouca gente ia para o interior em busca de riquezas. A mineração diminuía sensivelmente.

Era fertilidade das terras que atraía as famílias. Era a fazenda centro da organização social. A agricultura e a pecuária sucediam ao ciclo do ouro. As populações rurais, estabelecidas nas fazendas, prosperavam.

Foi no ano de 1823, possivelmente, que Francisco Antônio de Moraes saiu de Bambuí, onde se casara com D. Miquelina Angélica da Silva, com destino a São Francisco das Chagas de Campo Grande (atual Rio Paranaíba), onde fundaria, anos mais tarde, a Fazenda Santa Cecilia.

Com o passar dos anos, a prosperidade do Capitão Elias de Deus Vieira, residente nas proximidades.

De acordo com registros históricos do Município, o progresso já exigia a construção imediata de uma capela.

Sobre a construção da primitiva capela, em cujo local ergue-se hoje a matriz de Nossa Senhora do Carmo, o livro “História de Carmo do Paranaíba”, de autoria do escritor Silveira neto, diz o seguinte: “Francisco Antônio de Morais tinha inimigos em São Francisco, certamente por motivo de posse de terras, como era e ainda é comum no interior do país. Uma noite, estando recolhido com a família, Francisco foi vítima de tremenda assuada por parte dos seresteiros. Vaias. Apupos. Palavrões. Francisco achou prudente evitar a briga. Mas deixou imediatamente Campo Grande. Regressou ao Arraial Novo, com uma ideia fixa na cabeça. Francisco Antônio de Morais, homem de brio, resolveu tomar atitude. Conversou com Elias de Deus Vieira. A ideia foi aceita. Era preciso construir uma capela. Por que continuar dependendo de Campo Grande, se já tinham recursos para viver por conta própria? A Capela tornou-se assunto obrigatório de todas as rodas, nas fazendas, nas casas dos colonos. O trabalho foi iniciado. Madeira não faltava. Nem barro. Nem capim. O importante era o esforço dos moradores do Arraial Novo. E esse não faltou. Porque, das tradições lusitanas, traziam a fé tradicional em Nossa Senhora do Carmo, que marcou a formação de muitas localidades mineiras. Primeiro os alicerces. Pedras, barro socado. Depois, os esteiros. Vieram dali de perto mesmo, das matas vizinhas. Não era preciso luxo. Urgia apenas erguer o templo, ter um lugar para prece, para a reunião do povo. Por isso, a capela era humilde, com a nave de capim e o teto de telha. Durou apenas dois anos a construção. 25 de dezembro de 1835. O povo engalanou-se para celebrar o acontecimento, a benção da capela do Carmo. ”

Carmo progride. Aumenta a população em torno da igreja. A topografia plana favorece a construção do arraial. Novos templos foram surgindo. Água não faltava, com os córregos do Taboão e do Lava-pés bem perto. Evidentemente, Carmo tinha que tornar-se, também, uma unidade política autônoma.

Em 1846, tornou-se distrito, com a denominação de Nossa Senhora do Carmo.

Em 1876, tornou-se vila, adquirindo a denominação de Carmo do Paranaíba. Por fim, em quatro de outubro de 1887, Carmo é elevada à categoria de cidade. Concretiza-se, desse modo, a autonomia administração.

 

Por: Ana Maria Caetano

Fonte: Cartilha de Educação Patrimonial /Semec 2009






Link:




Deixe seu comentário



Colunistas
Gabriel Martinez
Luiz Fernando Soares
Jefferson Domingues de Oliveira
Cotações
Obituário
Anisia Angelica da Silva - Dona Ninzita viúva de José Leivino
22/01/2018
Dalila Maria Oliveira Lopes Moreira - Lila
20/01/2018
Ordalia Silvia Fernandes Santana - Dona Ordalia
17/01/2018
Paulo Custodio da Silva
15/01/2018
Helio Rocha
13/01/2018
Newsletter
Cadastre-se e receba nossas atualizações.