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06/06/2016 - 13:52
E o Amor ao Próximo?


Preconceito é um conceito ou opinião, formados antecipadamente, sem ponderação ou conhecimentos dos fatos. É um pré-julgamento.

Justamente por se tratar dessa avaliação de conduta aleatória, surgiram muitas injustiças no mundo inteiro.

Por causa do preconceito racial, guerras foram desencadeadas, nações se acharam superiores e submeteram à escravidão os julgados inferiores.

O preconceito separa as pessoas, segrega comunidades e entrava o progresso.

Não é estranho ele surgir no seio religioso, entre adeptos de religiões diferentes, uns julgando-se credenciados exclusivamente ao reino dos céus, apontando formas de infelicidade aos que não seguem a mesma expressão de fé.

A questão assumiu proporções graves, quando igrejas que se dizem evangélicas posicionaram contra a Doutrina dos Espíritos, codificada por Alan Kardec, levando falsas informações aos seus adeptos, com o objetivo de tentar denegrir a Terceira Revelação, que tem como base; ciência, filosofia e religião. Aqui em Carmo do Paranaíba não é diferente, já houve até fogueira feita de livros espíritas, num ritual típico da idade média.

No dia primeiro de abril de 2010, o elenco do Santos, que era o campeão paulista de futebol, foi a uma instituição que abriga trinta e quatro pessoas. O objetivo era distribuir ovos de páscoa a crianças e adolescentes, a maioria com paralisia cerebral.

Ocorreu que boa parte da delegação não saiu do ônibus. Nessa época a equipe contava com Robinho, 26 anos, Neymar, 18, Ganso, 21, Fábio Costa, 32, Durval, 24, Léo, 24, Marquinhos, 28 e André, 19, todos os ídolos super aguardados. O motivo teria sido religioso: a instituição era o Lar Espírita Mensageiros da luz, de Santos-SP, cujo lema é assistência à paralisia cerebral.

A verdade é que não respeitam a Constituição Brasileira nem as leis de Deus, tornando assim instrumentos de desunião entre os povos.

Quando tais disparates são expressos, nos recordamos de que, se os primeiros cristãos agissem assim, jamais teríamos conhecido o inigualável Paulo de Tarso. Que era um perseguidor da Boa Nova, trazia nas mãos manchas do sangue da primeira execução de um seguidor de Jesus, Estevão, o irmão de Abigail. Mas, o perseguidor tornou o arauto do Evangelho e perseguido, deu testemunho da Verdade, até a morte. A ele se deve a propagação do Evangelho além-fronteiras de Israel.

Jesus disse que não veio para os sãos, porque esses não necessitam de médico. 

Eu vim para as ovelhas perdidas, afirma, mais de uma vez. Por isso, quebra as barreiras do preconceito e tem um encontro com a Samaritana, no Poço de Jacó. 

Cura o servo do centurião romano, e louva-lhe a conduta, confessando publicamente jamais ter encontrado, em Israel, tal expressão de fé. 

Aceita convites para as refeições e se faz presente em casa de ex-leprosos e publicanos. Anda com mulheres tidas como de má vida. 

Concede entrevistas ao doutor da lei, ao jovem rico, à mulher do intendente de Herodes.

Todos são credores do Seu amor e da misericórdia do Pai. 

Se nosso Modelo e Guia assim procedeu, pensemos quanto mais nós, ainda frágeis e problemáticos.

Devemos olhar com compaixão aos que tentam acertar, nem sempre alcançando êxito, caindo nas garras dos vícios, bem como em todas as variantes da degradação moral.

Tanto quanto a ida ao templo de nossa fé nos reabastece de energias, não coloquemos entraves a outrem que busquem os mesmos benefícios.  

A nós compete o apoio de irmão, o ombro amigo, a caridade da compreensão. Pensemos nisso.

 

Geraldo Ribeiro de Oliveira Punga






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