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19/05/2016 - 17:43
NOVO GOVERNO, NOVA EQUIPE ECONÔMICA E UM NOVO BRASIL?


Com o afastamento da presidente Dilma Rousseff pelo Senado Federal pelo prazo de até 180 dias, assumiu interinamente o vice-presidente Michel Temer. Até aí nenhuma novidade. Não preciso estender muitos comentários sobre o momento econômico que vivemos. Todos já sabem da inflação na casa de dois dígitos, da resseção econômica, do desemprego, do enveredar da crise. E o que é de fato novidade, é a nova equipe econômica apresentada nos últimos dias pelo presidente Michel Temer. Vamos conhecê-los um pouco mais:

Henrique Meirelles Ministro da Fazenda: comandou o Banco Central nos dois mandatos de Lula, entre 2003 e 2010, tornando-se o presidente do Banco Central mais lôngevo no cargo. Experiente, era o mais cotado ao cargo. Com bom relacionamento com o ex-presidente Lula, este tentou inserí-lo no governo Dilma, a todo custo, o que o recusou veementemente. Agora, Dilma terá que “dormir” com aquele gostinho de “que poderia ter sido salva pelo gongo”.

Ilan Goldfajn – Presidência do Banco Central: na condição de presidente do Banco Central, Goldfajn vai coordenar a política monetária e cambial do país. É a segunda vez que passa por lá, quando esteve no final do governo do presidente FHC e na transição do governo Lula. Experiente, como Meirelles, não houve nenhuma novidade na confirmação de seu nome, uma vez que já era o esperado e também trabalhou com o ex-presidente Lula.

Secretariado:

Marcelo Caetano – Secretaria da Previdência: outro economista, agora do IPEA. Nome um tanto quanto contestado para a Previdência Social – Caetano busca uma reforma “ortodoxa” para o sistema. Será que dura no cargo? Na Secretaria de Acompanhamento Econômico, outro economista de carreira do Banco Central – trata-se de Mansueto Almeida Junior. Jorge Rachid foi mantido na Secretaria da Receita Federal (nome forte dentro da Receita Federal do Brasil. Possui bom diálogo com o Congresso Nacional). E por fim, na Secretaria de Política Econômica, assume o economista Carlos Hamilton e na Secretaria do Tesouro Nacional, assume Otávio Ladeira.

Turma brava essa do Temer. Pouca novidade. Marcelo Caetano já atacou – quer dura reforma na Previdência. Será? Pode ser um tiro no pé do presidente Temer e do PMDB, ainda mais se o Senado confirmar (e tudo indica que sim) o impeachment de Dilma.

Temer disse que não terá alta nos impostos, mas a equipe trabalha pelo aumento da CIDE (contribuição incidente nos combustíveis = aumento da gasolina, álcool e diesel), ante contorno da CPMF.

Baixa na taxa SELIC deverá (?) vir no segundo semestre, não por agora. Aumento do PIS/COFINS (sugerido pelo governo Dilma) seria “uma escapatória”, mas Temer não quer nem ouvir isso. Fim da desoneração da folha de pagamento corre como certo entre Contadores e Sindicatos da categoria.

Em resumo: duros golpes contra o povo e o empresariado em geral agora, para uma calmaria em futuro próximo. Futuro próximo? Só a Deus pertence. São tendências. Lembrem-se: economistas projetam cenários. Não são adivinhações, tampouco previsões. E quer saber o que, de fato, está previsto para os próximos anos? Escuridão, sem luz no fim do túnel.

 

Diego Gontijo Veloso

Contador na Inova Consultoria e Assessoria Contábil e Analista na JUCEMG.






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