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15/07/2015 - 14:02
DR. JÚLIO DO COUTO GONTIJO

O professor, advogado, político e amigo

Dr. Júlio, como era chamado, uma figura ímpar, diferenciada, irreverente. Filho de Américo Alves do Couto e Maria Gontijo Ribeiro. O casal teve treze filhos, reconhecidos pela inteligência e pela personalidade forte, características predominantes na família do Sr. Américo e de Dona Maria. Dessa família numerosa, vamos falar um pouco hoje de Dr. Júlio, como uma das boas lideranças de Carmo.

 

Casou-se com Maria Alice Coutinho Gontijo. Tiveram dois filhos, Júlio Cézar e Marco Antônio. Dr. Júlio tinha como hobbies passear à tarde com a família, escrever, e uma boa pescaria. A leitura do jornal fazia parte de sua rotina, era normal chegar a sua casa e encontrá-lo sentado no sofá com o jornal na mão. Sempre com um olhar crítico, tinha a sua versão própria para qualquer tema, tratava todo mundo de um jeito bem peculiar. Muito sincero nas suas colocações, falava o que pensava sempre na hora certa, era um bom conselheiro.

 

Naquela época os advogados e médicos faziam todos clínica geral, atendiam a todas as especialidades. Dr. Júlio não era exceção, mas tinha preferência pela área criminal – porém, evitava acusações, gostava de fazer a defesa e sempre atendia aos que mais precisavam.

 

Foi professor de história e geografia. Nas aulas de história, conseguia transportar os alunos para cada época, falava com entusiasmo. Tive a oportunidade de ser seu aluno, ninguém brincava em suas aulas, a sua postura impunha respeito, o seu conhecimento prendia as atenções. Fez escola, foi modelo para uma geração. Até no dirigir o carro era diferente, ficava muito próximo do volante. Foi um dos fundadores, diretor e professor do Colégio D. Almir Marques e lecionou no Colégio Estadual, e foi ainda vereador e presidente da Câmara.

 

Entre amigos e familiares, declamava poesia como poucos, uma das suas preferidas era “Mal secreto”, de Augusto dos Anjos. Bastava ouvi-lo uma vez para memorizar uma parte, pela forma contagiante como fazia. Ele era assim, uma pessoa que não apenas passou pela vida, ele vive no coração dos amigos, dos familiares como poucos, esta é a diferença: a de ser lembrado todos os dias, após anos, pelos que o conheceram, como professor, amigo e familiar. As polêmicas que ele criava fortaleciam os relacionamentos sinceros.

 

Quando foi receber uma homenagem de desembargador, no seu discurso, fez questão de dividir o prêmio com a classe e a memória dos que já tinham ido, e afirmou na ocasião: “Valeu apena, se me fosse dado o milagre de recomeçar a vida, faria tudo de novo e melhor”.

 

 

Dr. Júlio construiu um caminho, mostrou que, mesmo distante da capital (na época não havia internet), era possível se manter atualizado. Um homem culto que deixou para seus familiares, amigos, alunos, clientes e para a cidade um exemplo de idealismo, personalidade e cidadania. São valores da terra a serem conservados e seguidos. Em nome dos que tiveram o privilégio de conhecer Júlio, algumas palavras...






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