• Facebook
  • (34) 99886 0078
  • Youtube
15/07/2015 - 13:57
Hélio Ramos

“O SENHOR TREINADOR”

Hélio Ramos – o Treinador. Uma figura emblemática, casado com Terezinha Alves de Oliveira, pai de dois filhos, Marco e Fernando, e avô de seis netos. Militar que virou jogador de futebol na posição de volante de grandes times, como Cruzeiro, Ponte Preta, Francana. Veio para Carmo em razão do avô, que era um ótimo pedreiro - uma das suas construções foi a Vila Vicentina.

 

Ramos hoje reside em Uberlândia, mas quando fala do Carmo ou do Paranaíba, o brilhos dos olhos muda. Cultiva um profundo sentimento pela terra que visita sempre, onde viveu dias de glória e felicidade.

 

Por volta de 1956, Carmo só tinha um time de futebol, o Paranaíba. Era o timão de todos da comunidade. Nessa época o campeonato regional era muito disputado, mas o Paranaíba não disputava, só fazia amistosos no intervalo dos campeonatos dos times da primeira divisão. Estiveram no Carmo vários bons times como o de Pedro Leopoldo, Setembro de BH, São Cristóvão do Rio de Janeiro, Araguari Atlético, que era considerado um dos melhores times da região. Nessa fase Hélio estava jogando no Mamoré de Patos de Minas. Quando resolveu parar de jogar, atendendo a convite de Jairo Barbosa, diretor do Paranaíba, veio para comandar o time, onde formou um dos bons plantéis da região, em 1961, com os jogadores Tereza, Geraldinho, V-8, Cizinho, Jonas, Pirola, Ganga, Miguel, Armando, Jairo, Broa, Célio, Canhoto e Direito.

 

Já em 1963 veio a grande oportunidade - entrar no campeonato regional, no qual o time teve a seguinte formação: Tereza, Caixote, Dorinato, Célio, Emílio, Ganga, Pirola, Melado, Jonas, Miguel, Lazinho, Lazinho Costa. Conseguiu ser o campeão do Regional, uma festa para a cidade, que se consagrou no futebol. Foi um estímulo para todos os jovens carmenses.

 

Naqueles tempos havia muita briga no campo. Hélio era duro com a equipe e, ao mesmo tempo, amigo de cada jogador. Na conversa que tivemos, ele destacou que todos os jogadores treinavam duas vezes por dia. O primeiro treino era das cinco e meia às seis e meia e o da tarde, das dezesseis às dezoito e trinta. As empresas liberavam os funcionários-atletas mais cedo, e nenhum jogador recebia pelos jogos ; lutavam pela camisa. Toda a população ia ao campo para ver os filhos da terra jogar. “Hoje,” - ele afirma com certa tristeza – “a vitória é pelo dinheiro e as cidades não assistem mais, com raras exceções, aos seus filhos jogarem. O futebol tomou outro caminho.”

 

 

Hélio Ramos, 73 anos, cheio de vida. Perto dos filhos e netos, o Sr. Treinador recomenda que os jovens devem dedicar-se mais ao futebol-arte, sem violência, que o bom do esporte é a beleza, a amizade e alegria, que é necessário resgatar este lado bom, que era responsável pela confraternização. Que o esporte lhe deu muita alegria, amizade e uma cidade, que é o Carmo.






Link:





Deixe seu Comentário

Colunistas
Gabriel Martinez
Luiz Fernando Soares
Jefferson Domingues de Oliveira
Cotações
Obituário
Anisia Angelica da Silva - Dona Ninzita viúva de José Leivino
22/01/2018
Dalila Maria Oliveira Lopes Moreira - Lila
20/01/2018
Ordalia Silvia Fernandes Santana - Dona Ordalia
17/01/2018
Paulo Custodio da Silva
15/01/2018
Helio Rocha
13/01/2018
Newsletter
Cadastre-se e receba nossas atualizações.