Hélio Mendes

O Professor Hélio Mendes é presidente do Instituto Latino e professor no curso de pós-graduação da ESAMC (Escola Superior de Marketing Administração e Comunicação). Autor de tręs livros, escreve semanalmente para revistas e para o Jornal Correio de Uberlândia. Consultor de várias empresas de médio e grande porte em diversos setores. Também ministra palestras em todo o país e atualmente é um dos pioneiros, no Brasil, da implantação da Estratégia do Oceano Azul no planejamento empresarial.



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Zoro e Zilah – duas lendas vivas

Há pessoas que assistem, outras são os personagens da história. Carmo do Paranaíba possui habitantes que são lendas vivas, marco de sua época e referência para as futuras gerações.
Escolhemos duas pessoas que são verdadeiros patrimônios. Felizes dos que sabem valorizar e aproveitar o seu convívio; bastavam algumas linhas para muitos adivinharem sobre quem estamos escrevendo. Usamos mais uma vez este espaço para falar de gente de que todos gostam.
Há um ditado de roça que diz que, no casal, quando um é bom, o outro no máximo é médio; mas como toda regra tem exceção, Zoro e Zilah formam o casal perfeito - até pelas iniciais dos nomes - nasceram e vivem para fazer o bem, servir as pessoas.
Possuem cinco filhos estimados por todos: José Eustáquio , Anselmo, Roberto, Fátima e Alexandre, diferentes, e bons; não houve como sair errado, afinal, são filhos do Zoro e da Zilah.
Zoro está entre os bons prefeitos da história de Carmo - cada um teve o seu valor, o município tem tido a felicidade de sempre escolher bem -, mas Zoro se diferenciou pelo toque de modernidade. No tocante à urbanização, iluminação, rede pluvial, praças futuristas, deu uma nova orientação para a cidade; numa época em que não se falava em marketing e meio ambiente, começou a plantio de árvores de forma planejada e uma campanha de limpeza que ficou na história, com o slogan “cidade limpa é povo civilizado”.
Zoro, um líder que participa de eleições, contando sempre com o respeito dos adversários, sabe se posicionar com equilíbrio e sabedoria. Faz bem conversar com ele. Tem os bons hábitos dos carmenses, gosta de um truco e de um dedinho de prosa. Está sempre atualizado, lê o Jornal Estado de Minas todos os dias , assiste aos principais programas de TV, está pronto a dar a sua contribuição de forma comedida para os que o procuram, sem radicalismo.
Dona Zilah, pessoa, caridosa, humana, inteligente, mãe especial, valoriza a todos, não faz distinção, muito religiosa; a exemplo do Zoro, vem de famílias queridas, que têm contribuído muito com o crescimento de Carmo e região. De uma alegria que só faz bem.
Os dois fazem parte de uma geração na qual os princípios, os valores de família prevaleciam sobre os conceitos pragmáticos do mundo contemporâneo, sempre colocaram com muita sabedoria o ser acima do ter. Fazem a caridade de forma natural, todos os dias. Não se esquecem dos vivos e nem dos que nos deixaram. Zilah lembra, no Dia de Finados, todos os parentes e amigos que já se foram, a oração é um alimento na vida do casal. Um exemplo a ser seguido em todos os sentidos, familiar, profissional e na forma de se preocupar com a melhoria de sua cidade.
São personalidades como estas que contribuem para Carmo ser querida, hospitaleira, alegre e ter alma na sua história, eles não têm medo de ser felizes. Acreditamos ser este o principal motivo para serem considerados lendas vivas.

Hélio Mendes – (Hélio da D. Fia)





A importância do servidor público

No final do ano passado, no Dia do Funcionário Público, fui convidado para proferir uma palestra na Superintendência da Fazenda Estadual e, recentemente, para falar a funcionários de uma prefeitura da região.
 
Na posição de filho de servidora e de ex-servidor na área federal e municipal, foi com muita alegria que recebi o convite para falar em ambos os lugares; falar de algo que vivi, e de que me orgulho, fez bem para a alma.
 
Mas o que chamou mais atenção, além do carinho que encontrei nestes lugares, foi que muitos se deixam influenciar com o desgaste criado pelos maus políticos. Não é justo. Atividade pública não é uma atividade desonesta, não foi criada para sê-lo, é uma estrutura criada para atender a todas as pessoas, indiferentemente de credo, raça e posição social.
 
Normalmente, no município a Prefeitura é a maior e mais importante empresa, a grande empregadora, fornece serviços a todos. A figura do servidor é de uma grandeza imensurável, exerce dupla função - a de funcionário e patrão - pertence a ele e a todos a repartição em que trabalha, o que não acontece na área privada.
 
Essa amplitude do cargo e da função nem sempre é percebida pela maioria dos servidores públicos, que têm poderes não apenas para prestar serviços de primeira necessidade, mas também para fazer justiça social. Estão nos dois lados, servindo e sendo servidos, é de uma importância ímpar, motivo para terem orgulho do que fazem, independentemente do cargo que ocupam.
 
Temos presenciado em todos os planos da área pública o crescimento de ações severas, mais justas, por parte dos servidores públicos; afinal, é necessário cuidar da coisa pública e prestar bons serviços, porque estes, quando de boa qualidade, mudam o contexto de todas as áreas, pela sua abrangência.
 
O servidor consciente sabe que há diferença salarial na estrutura, mas o reconhecimento e a credibilidade são resultado do exercício do cargo. Temos assistido a delegados federais prendendo senadores, governadores, empresários. E juízes e promotores confrontando-se com ministros de Estado. É necessário.
 
O cidadão se sente bem quando está protegido por um sistema confiável, quando o imposto que paga retorna em bons serviços; sabe da importância do seu servidor. Assim sendo, é importante que este se sinta bem no exercício de sua função.
 
Mesmo quando atividades públicas forem terceirizadas, torna-se necessário manter o motivo da criação, que é o de servir, de fornecer não apenas os serviços, mas de contribuir com a educação de quem está sendo servido.
 
Os servidores públicos têm muitos motivos para se orgulhar do que fazem, está em suas mãos a responsabilidade por atividades essenciais como segurança, saúde, educação, infraestrutura e muitas outras. A estrutura pública tende a ser cada vez mais importante, à medida que o nível de educação aumenta. É visível nas economias centrais.
 
Tudo indica que, na eleição deste ano, em razão da recente crise, um dos temas a ser explorado pelos candidatos deverá ser o papel do Estado. A esperança é que seja tratado com responsabilidade. Temos que dificultar a eleição de políticos sem ideal, despreparados para participar da administração pública. Estes não podem mais comprometer os servidores que passaram em concurso e exercem com dignidade os seus cargos. 

 







 

 

 


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