Este é o nosso último artigo de 2011, mais um ano que ocupamos este espaço para expor a nossa opinião. Pelo número de e-mails que recebemos comentando os artigos, acreditamos que no próximo ano vamos continuar escrevendo.
Em 2012, no âmbito internacional, a crise econômica nos países desenvolvidos vai continuar liderando a discussão global. A preocupação será com o reposicionamento das grandes potências. Às lideranças caberá a responsabilidade de buscar alternativas para diminuir o nível de incerteza. No Brasil o sinal da crise internacional já é visível, o país completou o terceiro trimestre com resultados negativos. De acordo com sondagem da Confederação Nacional da Indústria, mais da metade das empresas considera que a atual crise traz riscos para os seus negócios e quase um terço prevê piora no cenário nos próximos meses.
No âmbito político nacional, a preocupação não é com a crise internacional e seus primeiros efeitos na economia, mas com o poder. A grande imprensa prioriza a corrupção no governo, a caída a cada 60 dias de um ministro, já com um possível sétimo de uma lista que parece não acabar nunca. Governo versus oposição. O povo, apenas na arquibancada, sem tomar partido, comemora como se fosse uma partida de futebol, “caiu mais um!” - quando deveríamos estar agindo, tristes e com vergonha.
No contexto municipal, o que se nota são grupos políticos preparando-se para lutar por mais um mandato. O povo, insatisfeito com o Congresso e com a classe política de uma forma geral, não acompanha de perto o que acontece na sua cidade. De acordo com pesquisa, um terço dos eleitores só irá votar no próximo ano porque o voto ainda é obrigatório.
Assim caminham a humanidade e a aldeia chamada Brasil, cuja capital é Brasília, transformada, por sua bela arquitetura, em patrimônio mundial - e politicamente conhecida como “Ilha da Fantasia”.
De positivo são as redes sociais que vão continuar crescendo. Já mostram o seu poder, destruindo estruturas que ninguém imaginava que iriam cair. Acreditamos que os jovens brasileiros de hoje não serão tão ingênuos como foi a nossa geração. Certa vez, o ex-governador de Minas Aureliano Chaves, na época presidente do PFL, nos disse: “Tome cuidado, o profissional mais barato é o idealista, é comprado com uma boa ideia, aparentemente uma causa justa”. Aureliano foi um dos últimos estadistas de Minas, de uma geração conturbada que será julgada, como a nossa, pela História.
Desejamos um 2012 no mínimo igual a este ano que se encerra, exceto no campo político, porque devemos ter batido o recorde, em 2011, em escândalos. Mas esta é uma história que não tem data para terminar. Mas 2012 será um ano bom para nós brasileiros e especialmente para os carmenses. Carmo é uma cidade especial.
Hélio Mendes
Prof. e Consultor de Estratégia e Gestão
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