Reajuste do botijão de gás chegou à baixa renda em setembro

Gás de botijão sobe 5,34% no IPCA-15 de setembro. A alta reflete parte do reajuste de 15,00%, em vigor desde 1º de setembro. Expectativa é que o indicador apresente variação semelhante à de setembro, de 0,50%, segundo economista

IGOR GABRIEL / AGÊNCIA SIM

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A alta do preço do botijão de gás pressionou a inflação da baixa renda em setembro. O reajuste de 15% concedido nas refinarias da Petrobras a partir do dia 1º de agosto chegou ao consumidor final com uma variação de 8,55% no mês passado, segundo o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Essa foi a principal pressão sobre o indicador em setembro, que variou 0,48% no mês passado, ante 0,06% em agosto.

 

Segundo o economista André Braz, coordenador do IPC-C1, o botijão de gás ainda vai pressionar a inflação neste mês, porque nem toda a alta foi repassada ao consumidor em setembro

 

Além do botijão, se destacou entre as principais influências no IPC-C1 de setembro o avanço das tarifas de ônibus urbano (de 0,55% para 0,76%) e de energia elétrica (de -0,83% para 0,53%). Os dois itens têm peso na cesta de produtos considerados no cálculo da inflação de baixa renda, ressaltou Braz

 

Para outubro, a expectativa é que o indicador apresente variação semelhante à de setembro, de 0,50%, segundo o economista. Ele espera que o indicador feche o ano com taxa próxima a 1%. 

 

A inflação de outubro ainda deve receber a influência do reajuste dos preços da gasolina e do óleo diesel, de 6% e 4%, respectivamente, concedido pela Petrobras no dia 29 de setembro. A alta de preços deve aparecer na cadeia produtiva, embutida no preço do frete, segundo Braz

 

"Todos os itens da área de transporte rodoviário, principalmente, e que é consumido em grandes centros urbanos devem sofrer a influência da alta dos combustíveis automotivos", disse o economista da FGV

 

Em contrapartida, a inflação do trigo e dos seus derivados deve desacelerar daqui para frente. Braz acredita que a "aceleração mais forte", em função da desvalorização do real frente ao dólar, foi captada em meses anteriores. Por ser importado, o preço do trigo é influenciado pelo câmbio.

 

FONTE: DO ESTADÂO CONTEÚDO

 


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