Café: Brasil colherá mais de 42 milhões de sacas de café em 2015, e Governo libera R$ 201,5 milhões para financiamento

Café arábica representa 74,2% da produção total do país e apresenta ganho de produção em quatro estados brasileiros: MG, PR, ES, RJ

IGOR GABRIEL / AGÊNCIA SIM

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Nosso país nesse ano deverá colher cerca de 42,15 milhões de sacas de 60 quilos de café das espécies arábica e conilon. De acordo com a estimativa para a safra 2015. É o que indica levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estudo foi realizado entre os dias 2 e 15 do mês passado.

 

O café arábica representa 74,2% da produção total do Paísapresenta ganho de produção na Zona da Mata Mineira, Paraná, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Para esta safra, estima-se que sejam colhidas 31,3 milhões de sacas

 

A Zona da Mata está em ano de bienalidade positiva e, apesar das condições climáticas adversas, a produtividade é satisfatória. No Paraná, a produção recupera-se das condições climáticas adversas, principalmente em razão das baixas temperaturas, que afetaram a safra 2014. no Espírito Santo, a produção é superior à safra anterior, mesmo sendo afetada pelas condições climáticas adversas nessa safra.

Rondônia e Bahia, segundo e terceiro maiores produtores, apresentam ganho de produção de café conilon. Em Rondônia, as condições climáticas foram favoráveis durante todo o ciclo da cultura e na região do Atlântico (BA), apesar de uma baixa restrição hídrica em janeiro/fevereiro, a produção, ainda assim, será superior à da safra 2014, reflexo também do ganho de área de 8,1%.

Com relação ao café arábica, a área plantada no País soma 1.774,1 mil hectares. Para a nova safra, houve um acréscimo de 0,1% (1.815,4 hectares). Minas Gerais concentra a maior área com a espécie, 1.181,3 mil hectares, seguido de São Paulo, com 215,1 mil hectares.

Para o café conilon, o levantamento indica redução de 2,1% na área, estimada em 472,6 mil hectares. Desse total, 432,9 mil hectares estão em produção e 39,7 mil hectares em formação.

O resultado, em período de baixa bienalidade da cultura, representa redução de 7% em relação à produção de 45,34 milhões de sacas obtidas em 2014. Em relação ao levantamento de 44,28 milhões de sacas, divulgado em maio, observa-se uma redução de 4,8%, o que corresponde a menos 2,1 milhões de sacas. Essa se deve, principalmente, à queda na carga produtiva de café em coco, mensurada por ocasião da colheita, além da redução no rendimento do café no beneficiamento.

 

Ainda, nestes últimos dias o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) liberou R$ 201,5 milhões para a linha de financiamento de custeio às instituições financeiras que operam com Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

Desde o dia 1º de outubro até o 28 de fevereiro do próximo ano (2016), os cafeicultores e as cooperativas podem contratar o crédito disponível nos bancos. O prazo poderá ser estendido até 31 de julho, desde que o orçamento contenha verba para as atividades de colheita.

Os recursos foram destinados para o Banco do Brasil, Rabobank, Coopacredi, Credivar e Bradesco.

 

Vale ainda acrescentar que o financiamento do custeio das lavouras de café é destinado aos tratos culturais, incluindo as despesas com aquisição de insumos, mão de obra, operações com máquinas e equipamentos, aplicação de herbicidas, arruação, transporte para o terreiro e secagem.

 


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