História

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Quando tudo começou

A região onde hoje se localiza o Município de Carmo do Paranaíba já servia de rota aos trilhos que ligavam Vila Rica a Paracatu e a outras povoações da Capitania Goiás.
Por decisão da
Coroa, aqueles caminhos, após algum tempo de uso, eram abandonados, visando impedir, com a medida, sua utilização pelo contrabando de ouro e pedras preciosas, o que era altamente lesivo aos cofres da Fazenda Real.
Outrora, nessas cercanias, além dos índios Arachás, existiam vários quilombos, sendo os mais famosos o do Ambrósio e o do Campo grande, situado no chamado sertão da Farinha Podre, nas proximidades das nascentes dos rios Abaeté e Paraíba. Carmo do Paranaíba não foi criado diretamente em função do ouro. Não tendo sido um região de garimpo. Entretanto, o lugar originou-se das estradas das bandeiras.

Unindo o poder espiritual e político e a influência da Igreja na organização do Brasil foi preponderante. Sendo isto, Carmo do Paranaíba surgiu a partir de uma capela, no começo do século XIX, quando o Brasil ainda dava os primeiros passos como nação independente.

A febre do ouro tinha passado, e então Goiás estava em decadência. Pouca gente ia para o interior em busca de riquezas. A mineração diminuía sensivelmente.

As populações rurais, estabelecidas nas fazendas, geralmente sob o regime do colonato, prosperavam. Era o ciclo agrário que sucedia ao ciclo do ouro.

No final de 1799, o Capitão Francisco Antônio de Moraes, juntamente com seu irmão, o Padre Manoel Francisco dos Santos, obtinham duas sesmarias na região do lndaiá, no antigo Termo de São Bento do Tamanduá.

Estes não foram os primeiros povoadores da região, mas ali se estabeleceram de maneira definitiva, organizando-se economicamente e fundando um arraial.

Alguns anos depois, Francisco transfere residência para um local da capelania de São Francisco das Chagas de Campo Grande.

Já estabelecido naquela região, o Capitão Francisco Antônio de Moraes conheceu o colega de farda Brigadeiro Manoel da Silva Brandão, comandante militar da região, possuidor de extensões de terras na região da Serra da Marcela e Mata do Bambuí, nascendo entre eles uma estreita amizade, que ensejou o casamento do Capitão Francisco Antônio de Moraes com Miquelina Angélica da Silva, filha do Brigadeiro.

O novo casal residiu por algum tempo na região de Luz do Aterrado, vindo posteriormente fixar definitivamente residência na Fazenda Santa Cecilia, termo de São Francisco das Chagas do Campo Grande.

O motivo dessa transferência para a região foi a permuta feita com o irmão Padre Manoel Francisco dos Santos, de sua sesmaria de São Bento do Tamanduá pela de Santa Cecília.

Com o tempo ocorre o aumento da população. A topografia plana favorece a construção do arraial.

 

Instalação da Vila

 

 Os registros iniciais da movmentação visando à instalação da Vila datam de 17 de janeiro de 1878, quando sob apresidência de Juvêncio Gomes Rodrigues da Silva Júnior, no Corpo da Igreja Matriz, reuniram-se os membros da Junta Paroquial da recém criada Vila do Carmo do Paranahyba, visando aos preparativos para sua posse e instalação.

Dessa reunião resultou a eleição de Francisco Antônio de Moraes (Filho) para Presidente da Junta de Qualificação de Eleitores, além dos cidadãos abaixo relacionados, que assinaram a ata da reunião: Pedro Ferreira do Amaral, Secondino Rodrigues da Silva, Manoel Furtado de Oliveira, João Luiz de Queiroz, Aniceto Soares Siqueira, João Antônio Moreiri Antônio JosédeFariaeJoão Sabino Ribeiro.

Em cumprimento à Portaria do Presidente da Província, datada de 10 de novembro de 1878, que, entre, outras medidas que determinava a eleição dos Vereadores. Finalmente, no dia 04 de janeiro dei 1879, foi realizada a primeira eleição para Vereadores na nova Vila do Carmo do Paranahvba.

Finalmente, no dia 04 dejaneiro de 1879, foi realizada a primeira eleição para Vereadores na nova Vila do Carmo do Paranaíba. O mais votado no caso foi o Padre Miguel José de Moraes, com 689 votos.

 

Emancipação

 

Em 1846, o local tornou-se um distrito, com a denominação de Nossa Senhora do Carmo. Em 1876 tornou-se vila. Antes da instalação da Vila, ocorrida a 17 de março de 1879, era ela governada pela Assembléia Paroquial.

Em 4 de outubro de 1887, Carmo é elevada à categoria de cidade, adquirindo sua autonomia administrativa. A Lei n° 3.464, de 04 de outubro de 1887, sancionada pelo Governador da Província, Luiz Eugênio Horta Barbosa, aos 19 dias do mesmo mês, conferiu-lhe a prerrogativa de cidade, da qual tomou posse no dia 2 de abril de 1889, após haverem sido preenchidas todas as exigências legais.  Em 1938 Quintinos é transferido para o municipío de Carmo do Paranaíba se tornando distrito do mesmo.

 

 

 


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