Maria Antônia Maciel

Maria Antônia Maciel é natural de Santa Rosa da Serra_MG. Residiu também nas cidades mineiras de Córrego Danta, Luz, Rio Paranaíba e, em 1998, mudou-se para Carmo do Paranaíba. Desde a infância, gostou de trabalhar com as palavras. Cursou o Magistério e lecionou várias disciplinas no ensino fundamental e médio. Sempre publica seus artigos na Revista Sim e aqui no CPonline. Graduada em Pedagogia, é funcionária do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, exercendo o cargo de Oficial de Justiça Avaliadora. Já conquistou vários prêmios literários. Seu primeiro livro, Universos de Antônia, foi publicado em 2006.



Tamanho da letra


Canção de Saudade

Canção de Saudade

 

Nossa terra tem mangueiras
Onde cantam passarinhos.
E os que pousam neste espaço,
Não se esquecem dos teus ninhos.

 

Sob um céu cheio de estrelas,
Vagam sempre pelas ruas,
Pensamentos de quem vive,
Levando Saudades tuas.

 

Ao lembrar, sozinha, à noite,
Mando embora a solidão,
Fecho os olhos, sonho a terra
E as pessoas do meu chão.

 

Saudade mantém a história
Deste CARMO em meu caminho,
Numa terra de mangueiras,
Onde cantam passarinhos.

 

Permita, meu Deus, que eu viva,
Que possa sempre voltar
Pelas ruas e avenidas,
Pelas praças do lugar.
Carmo do Paranaíba_
Terra mineira_ meu lar.

 

Maria Antônia Maciel





SIAMESAS LIBERDADES

Um tributo a TIM LOPES

  I
A liberdade de Imprensa,
Da qual tem sede a nação,
Só existe estruturada
Na liberdade de expressão.


II
Siamesas liberdades
Não por todos conhecidas.
São tão caras as verdades
Quitadas com a própria vida.


III
A certeza ainda é um sonho
Neste país tropical,
Onde o que vemos e ouvimos
É uma Imprensa Parcial.


IV
Já é terceiro milênio.
Que vã globalização!
Se mais de um terço dos povos
São presos na escuridão.


V
Escuridão que mais cega,
Enfraquece sem piedade,
E aquela que enegrece
O seu direito e a verdade.


VI
Democracia se mede
Na segurança e na crença
Com que um povo exerce
A liberdade de Imprensa.


VII
Se há poderes paralelos,
O jornalista é um garimpeiro
Que se veste de coragem
Traz o filão por inteiro.


VIII
Enfrentam comandos vários,
Fuzis, tortura, omissão,
Em busca de uma verdade
Para a imprensa e expressão.

 

 

 

 


IX
Siamesas liberdades
Nem por todos conhecidas.
São tão caras as verdades
Quitadas com a própria vida.


X
Ele foi filmar os bailes
Da exploração infantil,
Do tráfico e armamentos
Que mais matam no Brasil.


XI
Verdade sangrou no morro.
Vermelho verso, eu lamento...
O nosso Arcanjo Antonino
Lopes do Nascimento.


XII
Sua história não é uma,
O morro pouco mudou.
Mas, a verdade, Tim Lopes,
Jamais te amedrontou.


XIII
Entre segredos de estado
E paralelos poderes,
Cumpre a imprensa brasileira
Só parte dos seus deveres.


XIV
É mais fácil comandar
Fabricando informação
Na empresa dos bondinhos
Na cegueira da nação.


XV
Assim caminha a imprensa,
Gritando por liberdade,
Nas garras da oligarquia
Que torce nossas verdades.


XVI
Siamesas liberdades...
Nem por todos conhecidas.
São tão caras as verdades
Quitadas com a própria vida.







 


Publicidade


 


 



 



 

 





 

 




 










2011 cponline.com.br Todos os direitos reservados.